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Protógonos

SOBRE A MONTAGEM — BREVES CONSIDERAÇÕES

Protógonos é um epíteto do deus grego Eros, personificação do amor. Ou, mais especificamente, do amor criativo: que fecunda, que é elemento de ligação e multiplicação das coisas. O epíteto Protógonos quer dizer — o primeiro nascido. E respeita à versão dos mitos cosmogônicos, segundo a qual o amor teria sido o primeiro a se desprender do Caos.

O poema Protógonos é um texto de juventude, que se perdeu junto com um daqueles antigos disquetes flexíveis, muito corruptíveis, para ser reescrito, de memória, em 2006.

Narra uma espécie de viagem onírica e heróica do eu -- ou, mais especificamente, de um eu-no-mundo, injetado aí, sobre o pano de fundo do Ilimitado -- à procura de autoconhecimento e individuação. Trata-se de uma obra aberta.

O texto, de estrutura monológica, como publicado no livro homônimo, em 2018, é, em princípio, muito longo para ser decorado por um só ator. Entanto, com o auxílio da tecnologia contemporânea, i.e., com dispositivos nos ouvidos a fazerem as vezes do funcionário que, tradicionalmente, soprava as deixas de dentro do fosso, na minha primeira concepção pessoal da montagem, um único ator, inclusive, para demonstrar virtuosismo, daria conta de todas as falas.

 

Sobre a cena, como pensada até então, escrevi que "tanto mais me contemplaria, quanto mais se aproximasse plasticamente de um balé, com os atores a abusarem da expressão corporal em gestos largos, exacerbadamente trágicos, caudalosos, quase ou praticamente uma dança", mencionando, ainda, "luzes à Deborah Colker".

Mais recentemente, comecei a pensar a montagem de Protógonos dentro de uma perspectiva -- modular: as cenas corresponderiam a módulos permutáveis entre si, de sorte que se pudesse ter montagens bastante mais curtas que a prevista inicialmente. Novas cenas foram sendo produzidos para tornar, por outro lado, cada vez mais ampla a gama de variações e propostas possíveis.

 

 

 

A tauromaquia, como descrita no texto, remete, na sua primeira etapa, ponha-se reparo, àquela forma de malabarismo vista nos murais de Cnossos, na ilha de Creta, com entrépidos artistas a segurarem os touros pelos chifres e saltarem por sobre estes.

                                    Reprodução: mural de Cnossos a retratar o que pode ter sido a tauromaquia em Creta

Uma prévia do texto

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